Por fim, quanto ao art. 966, inciso VIII, do Código de Processo Civil de 2015, a ação rescisória fundada em erro de fato pressupõe que a decisão tenha admitido um fato inexistente ou tenha considerado inexistente um fato efetivamente ocorrido, mas, em quaisquer dos casos, é indispensável que não tenha havido controvérsia nem pronunciamento judicial acerca dele (art. 966, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015). Isso porque, se houve controvérsia na demanda primitiva, a hipótese é de erro de julgamento, e não de erro de fato.
Confira-se:
"AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO RESCISÓRIA. DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE DE FATO. RECURSO ESPECIAL QUE DEVE VERSAR SOBRE OS PRESSUPOSTOS DA AÇÃO RESCISÓRIA. JURISPRUDÊNCIA. OMISSÃO E AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO INCIDÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART. 966 DO CPC. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
(...)
3. Nos termos da jurisprudência do STJ, 'a ação rescisória fundada em erro de fato pressupõe que a decisão tenha admitido um fato inexistente ou tenha considerado inexistente um fato efetivamente ocorrido, mas, em quaisquer dos casos, é indispensável que não tenha havido controvérsia nem pronunciamento judicial sobre ele' (AgInt no AREsp 1.404.784/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 08/10/2019, DJe de
06/11/2019).
4. Agravo interno a que se nega provimento" (AgInt no AREsp 1.324.748/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, Quarta Turma, julgado em 18/5/2020, DJe de 1º/6/2020).
AgInt no AREsp n. 1.156.844